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Cavaleiros da Verdade e Luz n°19 

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Rito

         
Mas afinal, o que é Rito e o que é ritual?
           
           Para responder a esta pergunta uso do conhecimento de nosso Ser. Grão-Mestre, Edson de Souza Couto: "Rito é a teoria e ritual é a prática". Valendo-se disso, vemos que o Rito é a diretriz dos trabalhos que serão realizados pela Insituição, é o "olhar sobre a Maçonaria que será executada". Pode ele, o Rito, seguir uma dinâmica: esotérica, teísta, iluminista, filosófica, deísta, mística e etc. Já o ritual é o "passo-a-passo" contido no manual que será usado nas sessões de Loja, Capítulo, Conselho, Tribunais e etc. É o: "how to do" do Maçom, ensinando, através de seu simbolísmo e de suas cerimônias, aquilo que o Rito dispôs-se a fazer. 

           Esperamos que, após a leitura desses breves textos, possamos ter esclarecido aos  Iniciados e também aos não iniciados, um pouco do conhecimento que cada Rito traz, desmistificando as ideias obscuras e ultrapassadas de que a Maçonaria pratica rituais macabros e até mesmo de culto à entidades malignas. Com votos de Paz, Saúde e Prosperidade.

 

         
Oriente de Torres, aos 15 dias do mês de outubro de 2014 da E.'.V.'.


Fraternalmente,

 Ir.'. Gilberto Mahle

Nenhum dos Ritos utilizados pode fugir aos Fundamentos do Ritual da Maçonaria Simbólica Regular
           

           Em 1740, por toda a Europa circulava um juramento maçônico em que declarava que todos os francos-maçons deveriam proteger e preservar as Tradições, Usos e Costumes da Maçonaria Simbólica.

           Para preservá-la e evitar a perda do sentido original, e para evitar quaisquer desvios e que outras inovações estranhas tomassem forma, impostas a nós por aqueles que desconheciam as Tradições da Maçonaria Simbólica, seus usos e costumes da Antiga Franco-Maçonaria, o Alto Conselho Maçônico Mundial, redigiu o seguinte documento da Maçonaria Simbólica sob o nome e título de Os Fundamentos do Ritual da Maçonaria Simbólica Regular a ser usado como a diretriz da Maçonaria Simbólica Antiga e Regular, constituindo os requisitos básicos para a perpetuação da Franco-Maçonaria Regular.

 

Os Fundamentos do Ritual da Maçonaria Simbólica Regular

     - Todos os Rituais da Franco-Maçonaria Simbólica tem suas origens na Antiga Tradição.

     - Não haverá remoção da afiliação por questão de nacionalidade, raça, cor ou crença sectária ou políticas.      
     - A crença no GADU e suas revelações devem ser as qualificações essenciais para a afiliação.

     - Todos os Iniciados deverão prestar seus Juramentos sobre, ou a total vista do Volume da Lei Sagrada, pelo qual se transmite a revelação do Alto que se une à consciência do individuo particular que está sendo iniciado. O Livro de reis deve estar sempre presente, pois se trata do primeiro registro da construção do Templo de Salomão e constitui a base da lenda da Maçonaria Simbólica.

     - A Grande Loja terá jurisdição soberana sobre as Lojas sob seu controle, ou seja, ela será uma organização responsável independente e autónoma com autoridade única e incontestável sobre a Arte ou os Graus Simbólicos (Aprendiz, Companheiro, Mestre Maçom) dentro de sua jurisdição, e não deverá, de nenhum modo, estar sujeito a, ou ter sua autoridade compartilhada com um Conselho Supremo ou outro Poder que reivindique qualquer controle ou supervisão sobre esses graus.

     - Ela preservará, executará e desempenhará as cerimônias complementares do Homem de Marca, Maçom de Marca para o grau de Companheiro, e de Mestre da Marca, Past Master ou Mestre Instalado para o grau de Mestre Maçom, sendo que todos esses trabalhos ou cerimônias da Franco-Maçonaria Antiga devem ser usados complementarmente aos Rituais Regulares do Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom.

     - Nenhum Mestre Maçom deve ocupar a cadeira do VM de uma Loja da Maçonaria Simbólica Regular se ele não for instalado.

     - De acordo com o antigo ritual inglês, as três Luzes Móveis da Loja, que são o Sol, a lua Crescente e o Venerável Mestre devem estar visíveis quando a Grande Loja ou suas Lojas constituintes estiverem em trabalho, para iluminar o homem de onde vem, onde está, e para onde vai de seu trabalho; o chefe das Luzes será o Venerável Mestre.

     - As três grandes Luzes da Franco-Maçonaria deverão estar visíveis quando a Grande Loja ou suas Lojas constituintes estiverem em trabalho: o Esquadro, o Compasso e a principal dessas Luzes, o Volume da Lei Sagrada. Estas são as luzes fixas da Loja.

     - Por costume da Grande Loja de Londres (1717-23), os dois Vigilantes se situam no Oeste da Loja e representam os dois pilares a entrada do Templo do Rei Salomão, pelos quais os Irmãos devem entrar na Loja, sendo que o Delta Maçônico, com ou sem o olho que tudo vê deve ficar acima do altar ou mesa do        - Venerável Mestre (não há nem um outro altar na Maçonaria Simbólica).

     - Somente velas de cera são usadas no altar ou mesa do VM, 1º Vig., 2º Vig., Secretário, Orador, e ao redor do Painel da Loja.

     - A Espada é um Símbolo Maçônico cujo uso deve ser preservado e mantido.

     - O Painel da Loja deve sempre estar colocado em seu local tradicional ao centro da Loja.

     - Os princípios dos Deveres, Usos e Costumes Antigos da Maçonaria Simbólica devem ser estritamente observados.

     - Os Grandes Oficiais e Oficiais de uma Loja da Maçonaria Simbólica devem ser eleitos.

     - Os aventais dos Mestres Maçons podem também ser desenhados com os símbolos da Maçonaria Simbólica.

     - Uma Grande Loja deve ser multi-ritualística.

     - Um Ritual Regular da Maçonaria Simbólica deve ter uma Abertura, uma Iniciação e um Encerramento; deve também fazer alusão ao GADU 

     - A Lenda dos graus da Maçonaria Simbólica é a de Hiram Abif, ou Adoniram, e nenhuma outra.

     - Todos os Francos-Maçons devem crer na Paternidade de Deus, na Fraternidade do Homem e na Imortalidade do Espírito. 

     - A discussão política partidária e religiosa sectária dentro de Loja será proibida.

Eis os princípios maçônicos que constituem os Fundamentos do Ritual da Maçonaria Simbólica Regular.

Por último, esses nossos Regulamentos devem ser guardados em nossos Registros, para mostrar a posteridade o quanto desejamos reviver a Maçonaria Simbólica Antiga sobre os princípios verdadeiramente maçônicos.

 

 

 



O Rito Antigo e Aceito
 
        Os Graus que formam a base desse sistema, na verdade, provêm da França e seu antecessor é o Rito de Perfeição. À época da fundação da Grande Loja em 1717, havia muitos Graus, geralmente comunicados como Graus "laterais" pelos membros ou Lojas. Esses Graus foram incorporados ao Rito de Perfeição, que floresceu na França na primeira metade do séc. XVIII. Esse Rito, composto de 25 Graus, é a verdadeira origem do sistema de nosso Rito Antigo e Aceito.
 
     As atividades desse Rito se concentraram em Bordeaux, o mais antigo centro provincial maçônico na França. Em 1754, o Cavaleiro de Bonneville fundou um Capítulo dos Graus Filosóficos em Paris, no Colégio Jesuíta de Clermont, por isso chamado de Capítulo de Clermont. O sistema da Franco Maçonaria por ele praticado recebeu o nome de Rito de Perfeição ou Rito de Heredon.
 
       O Colégio de Clermont foi o refúgio dos partidários da Casa dos Stuarts e, por essa razão, o Rito é, até certo ponto, impregnado da Franco Maçonaria dos Stuarts. Ele consiste de 25 Graus, a saber: 1- Aprendiz; 2- Companheiro; 3- Mestre; 4- Mestre Secreto; 5- Mestre Perfeito; 6- Secretário; 7- Intendente da Construção; 8- Juiz e Preboste; 9- Eleito dos Nove; 10- Eleito dos Quinze; 11- Ilustríssimo Eleito, Chefe das Doze Tribos; 12- Arquiteto Grão Mestre; 13- Arquiteto Real; 14- Perfeito, Antigo e Eleito Grão Mestre; 15- Cavaleiro da Espada; 16- Príncipe de Jerusalém; 17- Cavaleiro do Oriente e do Ocidente; 18- Cavaleiro Rosa Cruz; 19- Grande Pontífice; 20- Grande Patriarca; 21- Grão Mestre da Chave da Franco Maçonaria; 22- Príncipe do Líbano; 23- Príncipe Soberano Adepto, Chefe do Grande Concílio; 24- Ilustre Cavaleiro Comandante da Águia Branca e Negra; 25- Ilustríssimo Príncipe Soberano da Franco Maçonaria, Grão Cavaleiro, Sublime Comandante do Real Segredo.
 
     Podemos notar que os Graus desse Rito são os mesmos do Conselho de Imperadores do Oriente e do Ocidente, que foi fundado quatro anos depois,  e ao qual o Capítulo de Clermont cedeu o lugar (e substituiu ao Capítulo de Clermont). Obviamente, eles são iguais, como se pode observar, ao Rito Antigo e Aceito que sucedeu o Conselho dos Imperadores. O princípio diferenciador desse Rito é que a Franco Maçonaria originou-se do Templarismo e, consequentemente, todo Franco Maçom é também um Cavaleiro Templário.
 
       Foi lá que o Barão Von Hund foi iniciado e, a partir daí e através dele, surgiu o Rito da Estrita Observância, embora ele tenha descartado os Graus e mantido apenas a teoria templária. Em 1758, em Paris, foi fundado um Capítulo chamado Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente. Seus membros assumiram os títulos de Soberanos Príncipes Maçons, Substitutos Gerais da Arte Real, Grãos Superintendentes, e Oficiais da Grande e Soberana Loja de São João de Jerusalém.
 
         Seu ritual, baseado no ritual Templário, consistia de 25 Graus, a saber: 1 a 19- os mesmos do Rito Escocês; 20- Grão Patriarca Noachite (Noé); 21- Chave da Maçonaria; 22-Príncipe do Líbano; 23- Cavaleiro do Sol; 24- Kadosh; 25- Príncipe do Real Segredo.  Ele (o Conselho) concedeu autorizações para Lojas dos Graus Filosóficos, indicou Grão Inspetores e Deputados, e fundou vários Corpos subordinados no interior da França, entre os quais o Conselho dos Príncipes do Real Segredo, em Bordeaux.
 
      Em 1763, em Meta, Pincemaille, Mestre da Loja La Candeur, cujo significado em francês é franqueza, começou a publicar uma exposição desses Graus nos exemplares periódicos de um trabalho intitulado Diálogo Alegórico sobre a Franco Maçonaria.
 
    Em 1764, a Grande Loja da França lhe ofereceu 300 francos para interromper a publicação. Pincemaille aceitou o suborno; mas manteve a publicação até 1766. O ano de sua fundação na França, 1758, foi relatado pelo Doutor Mackey. Os Graus desse Rito de Heredom, ou de Perfeição, como era  chamado, foram levados a Berlim pelo Marquês de Bernez e adotados pela Grande Loja dos Três Globos. Entre os anos de 1760 e 1765, houve muita divergência no Rito. Em 1760, em Paris, fundou-se um novo Conselho, denominado Cavaleiros do Oriente, rivalizando com os Imperadores do Oriente e do Ocidente. As desavenças desses dois Corpos foram levadas à Grande Loja que, em 1766, foi obrigada, em nome da paz, a expedir um decreto de oposição aos Graus Filosóficos, excluindo os descontentes e proibindo a Loja Simbólica de reconhecer a autoridade desses Capítulos. Mas os Franco Maçons excluídos,  continuaram a trabalhar na clandestinidade e a conceder autorizações.
 
      Desde essa data, até sua dissolução, a história do Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente resume-se a uma sucessão de divergências com a Grande Loja da França. Por fim, em 1781, foi completamente absorvido pelo Grande Oriente e deixou de existir. Foi declaração de Thory (Acta Latomorum) e de Ragon (Maçonaria Ortodoxa) que o Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente constituiu a origem do Rito Antigo e Aceito.

 
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